segunda-feira, 17 de maio de 2010

No Dia das Letras

Volve mais um ano esta data de celebraçom, e mais que nunca, de luita. Este ano 2010 esta dedicado a um poeta comprometido com a Galiza e com a língua: Uxío Novoneyra. Um escritor que merece todas as homenagens que está a receber, mas nom podemos esquecer que a sua escolha foi um intento de silenciar a figura de Ricardo Carvalho Calero, de quem se cumpre o centenário do seu nascimento e o vigésimo aniversário da sua morte.

Apesar desta circunstância devemos lembrar a este homem, aquel que falou do caminho do Courel a Compostela por umha terra liberada. Deixo aqui a sua conhecida "Letanía de Galicia"

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A USC está podrida












De Triste Universidade






Para os que toda a nossa vida girou arredor da Universidade, umhas eleiçons como as do vindouro mês podem ser até dolorosas. A USC está podrida por dentro. Que nom nos enganem as fachadas limpas das faculdades.

A Universidade revela-se como umha instituiçom governada por camarilhas de professores mais preocupados em repartir os fundos para investigaçom baixo umha retórica vazia que em ser capazes de saca-la do seu estado e conseguir que afronte o futuro como garantias e servindo ao país. Um exemplo: A USC carece de estatutos actualizados -a norma básica da Universidade- porque Senén Barro non puido fazer umha reforma á sua medida (e á dos seus amigos). Precisamente os que louvam o maio do 68 sequestram a Universidade para o seu interesse privado, inutilizando os órgaos representativos da limitada democracia universitária com acordos baixo a mesa.

Neste panorama, qualquer dos sete candidatos som mais do mesmo, além de algum que outro matiz ideológico, pois todos cantam a mesma cançom com diferentes sotaques. Para alguns também supom umha pequena frustraçom que os sectores mais críticos da USC, agrupados arredor de Fírgoa, nom deram o passo adiante e plantaram cara á situaçom. Entendo que nom gostem de jogar nesse terreno, mas ás vezes nom chega com exercer de "Pepito Grillo".

Moitos ficamos sem alternativa á reitoria nestas eleiçons. Queda o recurso de nom votar, como a maioria do estudantado, ou votar em branco, como forma se quadra pouco útil mas um chischo mais visível que a abstençom, de rejeitar aos sete reitoráveis. Alguns seguimos a crer que umha alternativa desde o nacionalismo, realmente transformadora e plural é possível, mas volve estar ausente. E se 2014 é demasiado tarde?

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Pequenos avanços

Pouco a pouco as cousas cambiam. Segue a ser difícil de assumir para alguns, mas recentemente houve três passos adiante. Em Portugal rematou, polo menos oficialmente, a discriminaçom aos homossexuais á hora de dor sangue, e o Tribunal Constitucional declarou legal o matrimonio entre pessoas do mesmo sexo.

No outro extremo da Europa, morreu Lech Kaczynki, um homem que proibiu a marcha do Dia do Orgulho quando presidia a Câmara de Varsóvia e intentou investigar se Tinky Winky, um "Teletubbie", era gay. Nom me alegro da sua morte, mas si da desapariçom dum obstáculo para a igualdade.

A ver se seguimos assim.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Alecrim

De Um país cheio de vida

Volve a primavera, e com ela o alecrim a pintar de amarelo os montes do país. Talvez o caminho dos que queremos cambiar este mundo seja semelhante a esta flor: nasce dumha planta cheia de espinhas e ferinte, como como todas as luitas (pola língua, pola pátria, pola terra, pola Universidade). Mas o resultado nom pode ser outro que um estourido de vida na busca da luz do sol. Para moitos ainda fica um longo caminho de espinhas, mas aqui seguimos, de muitas formas e por múltiplas sendas. Tantas como alecrins tingem ouro os nossos montes.

Para os companheiros dos CAF de Lugo, organizaçom da que o alecrim foi o seu primeiro logótipo.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

20 anos sem Carvalho Calero

Ás vezes semelha que desterradas as feiras e romarias das nossas vidas, necessitamos suprir a sua falta com outras festas rituais: os centenários. Nesta ocasiom, a do nascimento de Ricardo Carvalho Calero (e o vigésimo aniversário da sua morte).

Este homem de baixa estatura e gesto grave é um dos pais do reintegracionismo, um discípulo díscolo de Ramom Pinheiro, que sofreu na trincheira a Guerra Civil, e logo na barricada filológica a disputa pola normativa que devemos seguir para escrever a nossa língua.

Unha homem de claros e escuros, como muitos outros que marcaram a nossa cultura, mais ao que homenageamos como um dos criadores dos alicerces dum movimento do que hoje muitos formamos parte e graças ao que olhamos com ilusom o futuro da língua. Cada quem fai como pode, eu com o que sei fazer, entrevistas:


segunda-feira, 29 de março de 2010

Viva Pancho Villa!

De A naçom em marcha

Aqui estamos. O glorioso Exército de Pancho Villa continua vivo e dando a batalha. Logo dum longo e duro processo interno, por fim Isca! está consolidada como umha realidade que actua em Galiza Nova, no movimento estudantil e em toda a sociedade galega.

A todos e todas que estivemos na III Asemblea Nacional de Isca! uniu-nos a ilusom por criar algo novo, algo que começamos a construir há quatro anos desde a marcha dum grupo de companheiros e companheiras da UMG em 2006. Somos umha voz pequena, mais umha voz necessária que cobre um espaço durante muitos anos vazio em Galiza Nova e o país e suma um outro sotaque ás múltiplas vozes que convivem no BNG.

Medramos para construir, e construímos para liberar. Viva Pancho Villa!

segunda-feira, 22 de março de 2010

É tam difícil de assumir?


Seguimos a voltas com o de sempre. "Ocidente", faro do mundo, segue sem ser quem de assumir com naturalidade certas questons, que umha moral cristã e hipócrita converteu em anátemas. Neste vídeo, o deputado do Bloco de Esquerda José Soeiro denuncia o sectarismo do governo Sócrates contra as pessoas homossexuais, como o casamento -que o presidente da República, Cavaco da Silva, enviou ao Tribunal Constitucional, por que tem dúvidas da sua "constitucionalidade"- ou a prohibiçom de doar sangue.
Contravir essa moral, cujos grandes defensores caem pola suas próprias contradiçons, como os abusos no seio da Igreja Católica ou a recente saída do armário do senador homófobo Ray Ashburn, sempre supom converter-se em alvo de todas as críticas -a jeito de masons modernos-, chegando incluso a fazer-nos culpáveis da matança de Srebrenica em 1995. Mas pensemos um momento. É racional ligar as duas cousas? Sobre que base?
Por em questom a estrutura e modelos patriarcais nom é facilmente digerível para um modelo social assentado desde há milénios, mas o "progresso" semelha nom chegar a todas ás "mentes pensantes" desta parte do mundo. Mas o sistema também reacciona com outra das suas melhores armas: a assimilaçom. Como? Assumido como estereotipo da homossexualidade aquel que recolhe os rasgos tradicionalmente associados ao sexo contrário. Deste jeito, umha escolha individual transforma-se em marca de identidade e estigmatizaçom social na que na que muitos e muitos e muitas nom podemos ver-nos reflectidos, pero que cria umha imagem mais doada de enquadrar no marco patriarcal.
Como dizia Soeiro, nom há dignidade sem igualdade, mas o caminho a percorrer é longo e duro. Quem se anima a percorre-lo?

segunda-feira, 8 de março de 2010

8 de março






De Paredes com mesagem





"As mulleres galegas son un exemplo de compromiso coa produción no país, tanto no sector primario, desde o neolítico, como na industria, desde comezos do XX. Sen o esforzo das mulleres esta terra estaría acabada".
María Xosé Queizán,
Antinatura (2008).*

*Respeito a ortografia original da autora.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Ao pé de Gelmírez 15












De Recunchos de Compostela
Poucas personagens há tam polémicas na cultura galega como aquel homem que olhava Compostela e o país desde a galeria do número da rua de Gelmírez. Ramom Pinheiro. Como todos os anos, umha vez passado o 17 de maio decresce o interesse polo autor (quase nunca autoras) até volver ao esqueço do que muitas vezes os resgata a Real Academia Galega. Mas poucos anos houbo tanta polémica arredor do protagonista do Dia das Letras. Esta personagem, fundamental gostemos ou nom del e da sua obra, recibiu numerosos ataques e louvanças com os batidos argumentos das últimas décadas, mas quem é Pinheiro para os que começamos a fazer uso da raçom passados mais de dez anos desde a sua morta e fica já mui longe?
Desde a vantagem que dá a possibilidade de achegar-se a umha pessoa deste tipo sem sentimentos sectários de nenhum signo herdados do passado, alguns nom podemos deixar de ver em Pinheiro a pessoa que determinou as formas do nacionalismo actual. Sei que é umha afirmaçom arriscada, mas forom precisamente os moços educados no magistério de Pinheiro e do "grupo Galaxia" os que nos 60 rebelarom-se contra eles e constituirom a UPG, berce de muitas organizaçons do nacionalismo passadas e presentes e conduzirom ao PSG (ou a umha parte del) por vieiros diferentes aos marcados polo líder de Galaxia. Devemos-lhe a Pinheiro e aos seus formar a essa gente nova que hoje, muitos deles já maiores, som o nosso referente e modelos nos que mirar-nos.
Apesar de sermos críticos com a sua obra e actuaçons, cumpre reconhecer que sem Pinheiro o nacionalismo teria seguido umha evoluçom mui diferente e, talvez, nós nom estaríamos aqui. Mas isso entre adentro da inventiva e a especulaçom. Somos o resultado das decisom tomadas por um homem que cria fazer o correcto num momento de dificuldade, ainda que o tempo demonstrara que errou.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

As pingueiras da USC



De Triste Universidade

Campus Vida, mençons de excelência, qualidade... Disso falam as candidatas e candidatos a ocupar Sam Jerónimo os vindouros quatro anos. Mas há certos temas que semelhem ficar fora da sua agenda. Será possível ver em algum dos programas eleitorais umha soluçom para as pingueiras e carências da Faculdade de Económicas, os problemas com a água quente do Colégio Maior Sam Clemente ou a reabertura do Rodrigues Cadarso? Parece pouco provável.
Se quadra estam mais preocupados como repartir a torta das vicerreitorias ou em como pagar os favores de aqueles que votaram. Talvez tenham a mente ocupada em como seguir a especular como os terrenos do Campus Sul e expulsar aos habitantes do Banco do Pobre das suas casas. Esta é a famosa qualidade? EM que estam a pesar, candidatos e candidatas?
Alguém tem unha alternativa viável?

domingo, 22 de novembro de 2009

Quando acordamos em Berlim

Há agora 20 anos, o estrondo da queda dos blocos de cimento despertou-nos ao mundo. Era o ruído do derrubamento do Muro de Berlim e do espelhismo dumha URSS em ruínas. Muitos dos que agora luitamos por um outro mundo formamos parte dessa primeira geraçom que nasceu num mundo unipolar e sem alternativas visíveis. A queda do Muro nom foi a fim de nada, senom o inicio dumha outra etapa no caminho cara o socialismo, o nosso particular ponto de partida.

Certo é que coa URSS cairom outras muitas estruturas, como os velhos partidos comunistas e lastrou a margem de manobra duns sindicatos acossados polo neoliberalismo. A velha esquerda começou a desmontar-se, ao igual que os símbolos da RDA, numha década, a dos 90, na que recém saídos do letargo, caminhamos aturdidos e desorientados. Mas resistimos. E reagimos.

Os entulhos do Muro nom forom abondo para tapar os berros dos deserdados e dos inconformistas. Os berros contra a LOU, os berros do Nunca Máis e os berros contra a guerra do Iraque que nos fizerom acordar nas rúas de Compostela. Porque umha vez espertos, comprovamos que os velhos problemas seguem aí, e amais aparecerom outros novos. A queda do Muro nom troujo as verdes pradeiras que prometera Helmut Kohl, senom a consciência do problema ambiental, da crise alimentar e da suicida fugida capitalista cara adiante.

Aqui, longe da euforia bem-pensante que festeja em Berlim a queda do Muro, olhamos cara o passado cumha mirada crítica e sem saudades do que pudo ter sido mas nom foi. mentras erguemos, aos poucos, umha alternativa ao actual sistema, injusto e sem futuro. Estamos aqui para acabar com el e com todos os muros que ergue, no Río Bravo, em Melilha ou em Cisjordânia. Muros dos que nenhum quer lembrar-se nestes dias.

Talvez, quando sejamos quem de derruba-los, o mundo comece a ser um pouco melhor. Pode ser que haja que aguarda até que um maior número de pessoas sejam conscientes dos problemas do nosso mundo e da sua necessária e urgente soluçom. Mas nós, como pequenos despertadores, petamos nas suas portas e consciências desde as organizaçons políticas, culturais e desportivas para que acordem e vejam a realidade, tal e como nós fizemos há 20 anos em Berlim.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Ricominciamo!!!

Baixo este lema o Partito Comunista Rifondazione começou umha etapa de reflexom após perder a sua presentaçom parlamentar. Foi um golpe mui duro para um dos movimentos comunistas mais importantes de toda Europa, num momento no que a esquerda italiana tendia cara a unidade coa experiência da Sinistra l'Arcobaleno (Esquerda do Arco da Velha). Mas @s camaradas italianos nom se rendem. Após a queda levantam-se umha vez mais e começam a caminhar de novo cara um abrente de bandeira ao vento, como dizia Celso Emilio.

Na Galiza sofremos o golpe da nova baixada do BNG nas autonómicas do 1 de Março. E dias depois a marcha dum grupo de companheiros do Movimento pola Base. Já que eles quedam coas siglas, nós ficamos com a ilusom de seguir a trabalhar no BNG por essa Galiza liberada e soberana que buscamos nos vieiros do país.

Que fazer? Continuar adiante. Recomeçamos. Somos o Movemento Galego ao Socialismo. Aqui encetamos a viagem. Destino? A independência e o socialismo.

Fotografia: GzNación. Rafa Villar, Noa Presas e Fidel Diéguez após a rolda de impresa.

sábado, 7 de março de 2009

Queremos mais

Apaguemos as luzes dos cenários, quitemos os cartazes das farolas e paredes, recolhamos as cousas em Sam Caetano. Cumpre pensar. Nom ponhamos panos quentes, nom olhemos cara outro lado: os dados som os que som. O BNG perdeu desde 1998 case a metade dos votos. Longe fica já aquele 25% e os 18 companheir@s a combater o fraguismo no Paço do Hórreo.

Volvamos aos locais de reuniom que abondamos polos despachos oficiais, sentemo-nos todos juntos mais umha vez e falemos no seio desta casa comum que é o BNG. Nom lancemos notas de imprensa antes de tempo, a batalha é nas assembleias onde ainda podemos participar, nom nas portadas de La Voz de Galicia. Marquemos nós os nossos tempos para poder olhar atrás e ver que fizemos mal.

Nengum de nós tem a verdade absoluta, por isso debemos saber escuitar, mas também saber falar: digamos as coisas á cara, nom lancemos punhais ocultos. Independentes, partidos e coletivos do BNG temos a responsabilidade de achar soluçons á nossa crise. UPG, ESG, EI, Isca! e demais temos que analisar que passou, exigir responsabilidades e acordar um caminho cara o futuro. Tenhamos madurez para afrontar a situaçom.

Porque o futuro da Galiza depende de nós. Porque, apesar de todo, queremos mais. Moito mais.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Galiza con Palestina. Non ao masacre!

A actual intervención do exército israelí na franxa de Gaza non é máis que a continuación da política de exterminio do pobo palestino que o sionismo ven practicando dende que logrou que o peor imperialismo europeo e norteamericano inventara o Estado de Israel. Estamos, unha vez máis, diante dun episodio de violencia indiscriminada e bárbara, unha auténtica matanza, contra a poboación civil, e contra as súas organizacións de resistencia.

Esta non é unha guerra, non existen exércitos enfrontados, nin igualdade de forzas. Esta é unha agresión militar por parte dun estado IMPERIALISTA, armado e financiado por Norteamérica e Europa, que conta cun poderosísimo exército e ataca por terra, mar e aire a un pobo sen máis defensa que o heroísmo e sacrificio dos seus mal armados milicianos, e que nin sequera ten a posibilidade de fuxir.

Os verdugos teñen nome coñecido e as vítimas tamén, cóntanse por milleiros, entre as mortes e as persoas feridas. A vulneración dos dereitos humanos, a violación sistemática da legalidade internacional, dos acordos de paz e das resolucións das Nacións Unidas teñen un nome inequívoco, o Estado Sionista de Israel.

Trátase, xa que logo, dun auténtico masacre, sen escrúpulo moral algún, sen respecto pola poboación máis indefensa, as persoas anciáns, nenas e nenos, mesmo cooperantes internacionais. Tampouco respectan nin as mesquitas, hospitais ou mesmo escolas, as escolas das Nacións Unidas, con identificación oficial, con coordenadas coñecidas e transmitidas, onde estaban refuxiados do horror centos de cativas e cativos palestinos. O sionismo non coñece límites.

O exército e o goberno israelís, sabémolo ben, son expertos tamén na ocultación da verdade, contan con axentes moi poderosos. Resulta escandaloso que manifesten que as accións militares actuais son resposta ao lanzamento de foguetes caseiros desde Gaza. Menten coma sempr ¿non sabemos que Israel rompe as treguas sistematicamente? ¿acaso non coñecemos a política de asasinatos selectivos das persoas dirixentes palestinas, practicada por Israel nos últimos anos? ¿De destrución das vivendas e das súas familias?

Xa coñecemos que tipo de loita é, balas contra pedras, tanques e mísiles contra a poboación civil, ocupación militar dos territorios palestinos, máis colonizacións fronte dos acordos de paz.

Son centos e milleiros : as palestinas e os palestinos asasinados; as presas e os presos; as torturadas e os torturados nas cadeas israelís; as mortes como consecuencia do bloqueo, as persoas que a diario son vexadas e inspeccionadas.

En ningún caso a morte de civís está xustificada, nin a violación sistemática dos dereitos humanos, nin a ocupación militar dos territorios palestinos, nin a vulneración permanente das resolucións das Nacións Unidas. O estado de Israel non ten credibilidade algunha.É probablemente o estado do mundo que máis ten violentado a legalidade internacional, negado unha solución política a un conflito que se dilata inxustificadamente no tempo. Cada vez quedan menos persoas no mundo que poidan crer as mentiras israelís. Indigna pensar que a brutal ofensiva militar israelí actual teña que ver coa súa propia axenda electoral. Traficar mortes por votos fai que abominemos aínda máis do sionismo e das súas prácticas.

Esiximos das institucións da comunidade internacional, da UE e do Estado Español que obriguen a Israel a deter o masacre, a cesar inmediatamente todos os ataques e bombardeos sobre os territorios e a poboación palestina, a propiciar un alto o fogo inmediato e a levantar o bloqueo de Gaza abrindo todos os pasos internacionais para que poida chegar axuda urxente aos homes e mulleres da castigada Franxa de Gaza.

O pobo galego está co pobo palestino, apoia e recoñece o seu dereito á existencia e a ter un estado propio, a elixir libremente a súa representación e que esta sexa recoñecida pola comunidade internacional, incluído Hamás, e finalmente, apoia o regreso das persoas palestinas refuxiadas aos seus fogares.

O estado español, a UE, a comunidade internacional no seu conxunto, ata agora cómplices do sionismo ou pasivos ante a traxedia palestina, teñen a obriga moral e política de impoñer a Israel o respecto escrupuloso polas resolucións de Nacións Unidas, con toda firmeza, con medidas de boicot comercial, con ruptura inmediata das relacións diplomáticas e coa expulsión da embaixada sionista. Desde logo, non podemos seguir a tolerar que Israel ocupe territorios, masacre á poboación civil palestina; non podemos tolerar que se siga comprando e vendendo armas aos sionistas como está a facer España e outros estados que se sentan no Consello de Seguridade da ONU.

Galiza enteira reclama a persecución xurídica nos tribunais internacionais dos criminais israelís, civís e militares, responsables desta matanza indiscriminada, un auténtico crime contra da humanidade.

E esiximos ademais:
  • Que se impulsen políticas activas de solidariedade en favor de Palestina.
  • Que a Xunta de Galicia se pronuncie contra Israel e a favor do pobo palestino.
  • Que se declaren a embaixada e o Goberno Israelí non gratos en todo o territorio galego no seu conxunto; e concello por concello.
  • E que os medios de comunicación e a prensa internacional informen con imparcialidade e non a favor do sionismo .

¡ALTO A AGRESIÓN!

¡VIVA O POBO PALESTINO!

¡VIVA PALESTINA!

ACSUR - Galiza, Adiante,AGARB, A Gentalha do Pichel, AGIR, Alternativa dos veciños de Oleiros, A Mesa pola normalización lingüística, AMC, Arraianos, Asemblea Republicana de Vigo, Asociación Cambre, Pobo Solidario, Asociación Cultural O Galo, Asociación de Mulleres Espadela de Cercedo, Asociación Ecoloxista e Cultural de Terra de Montes "Verbo Xido" (Pontevedra), Asociación Francisco Villamil, Asociación Galaico Árabe Jenin, Asociación Veciñal A Xuntanza, Asociación Veciñal de Esteiro Fontelonga (FERROL), Asociación de Xefes e Mandos da Policía Local, Assembleia Aberta do Local Social Baiuca Vermelha, Aturuxo, BNG, BRIGA, CC.OO de Galicia, Ciberirmandade, CIG, CIMO- Castelao, CNT, Colectivo dos Mozos Comunistas, Colexio Oficial de Psicoloxía de Galicia, Comisión pola Recuperación da Memoria Histórica de A Coruña, Comités Abertos, Comité de Defensa das Rías Altas, Concello de Oleiros, Coordinadora do Barrio de Vite – Compostela, Coordinadora de Crentes Galegos, Coordinadora Galega de ONGDs, Coordinadora Galega pola Paz, Corrente Vermella, COSAL - Coruña, COSAL – Galiza, C.S. Henriqueta Outeiro, CUT, DSI, Encontro Irmandiño, Esculca, Esquerda Unida, Foro Galego de Inmigración, FPG, Fuco Buxán, Fundación Araguaney, Fundación Galiza Sempre, Fundación Luís Tilve, Galiza Nova, Galiza por Palestina, Iniciativa polos Dereitos Humanos, Isca, Judíos Antisionístas de Espanya, Marcha Mundial das Mulheres, Médicos do Mundo, Movemento pola Base, Mulheres Nacionalistas Galegas, Mundo Sen Guerras, Nós - Unidade Popular, OSPAAAL-GALICIA, Partido Comunista dos Pobos de España, PCG, PCPG, Partido Humanista de Galicia, Pen Clube de Galicia, Plataforma Alternativa Pola Esquerda, Primeira Linha, Redes Escarlata, Seminario Galego de Educación para a Paz, Sindicato de Estudantes, Sindicato Labrego Galego, Sindicato de Traballadoras e Traballadores do Ensino de Galiza, Socialismo Libertario, Solidariedade Galega co Pobo Saharaui, Solidariedade Internacional, UXT Galicia, Verdegaia, Viraventos, Xustiza e Sociedade.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Convocatoria dunha xornada de mobilización nacional por Palestina

Compostela a 7 de Xaneiro de 2009 -- A petición de varias persoas, grupos políticos, sociais, sindicais e culturais asistentes ás mobilizacións contra a agresión sionista ao pobo palestino de Gaza, Galiza por Palestina convocou a todos os colectivos e persoas interesadas a unha xunta o mércores, día 7 de xaneiro, ás 19’00 horas na Galería Sargadelos de Santiago de Compostela.

Asistiron e apoian particulares ademais de representantes das principais asociacións, partidos e sindicatos galegos; entre eles:

ACSUR Galicia; ADIANTE; Asemblea Republicana de Vigo; Asoc. Francisco Villamil; ATURUXO / A Ghentalha do Pichel; BNG; BRIGA; CIG; Comité Defensa das Rías Altas; Comités; Corrente Vermella; Cosal – Coruña; COSAL – Santiago; CUT; DSI; Esquerda Unida; Esquerda Unida- Vigo; FPG; Fuco Buxán; Fundación Araguaney; GALIZA NOVA; ISCA!; MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES; Movemento pola Base; Mundo Sen Guerras; NÓS- UNIDADE POPULAR; Partido Comunista dos Pobos de España/ Colectivo dos mozos comunistas; Partido Humanista; PCPG; Plataforma Alternativa – Lugo; Plataforma de Lugo; Socialismo Libertario; Solidariedade Internacional de Galicia; Viraventos.

Tras escoitar todas as aportacións e opinións dos colectivos asistentes,acordouse unificar todas as concentracións locais nun mesmo día: Unha Xornada Nacional de Mobilización por Palestina o Sábado 10 de Xaneiro, ás 20.30h nas principias cidades e vilas galegas.

No caso de teren convocada outra data, manterase debido á urxencia da convocatoria.

Polo tanto comunicamos e informamos das seguintes mobilizacións xa confirmadas:

  • Ferrol: Venres, 9 Xaneiro, ás 20 horas, diante do Edificio da Xunta de Galicia - Praza Amada García - .

Sábado 10/01/09

  • Pontevedra: ÁS 20 H. MANIFESTACIÓN UNITARIA EN PONTEVEDRA NA PRAZA DA FERRERÍA.

  • Vigo: ÁS 18 H. MANIFESTACIÓN DESDE O CRUCE DA VÍA NORTE CON URZÁIZ QUE REMATARÁ NA PORTA DO SOL.

  • Santiago: ÁS 20.30 h.MANIFESTACIÓN DESDE A PRAZA DO TOURAL ATA A PRAZA DO OBRADOIRO, ONDE SE LERÁ UN COMUNICADO.

As concentracións son abertas a tódalas organizacións que se queiran sumar e chamamos a poboación galega a sumarse a estes actos.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Outras formas de cambiar de ano

Entra o 2009, mais um ano que começa com as badaladas retransmitidas desde Madrid. Todas? Nom! Umha vila da Marinha resiste ao invasor. O colectivo cultural Buril de Burela ofereceu-nos umha outra maneira de despedir o ano, com humor e criatividade e, o mais importante, pola nossa hora.

Este colectivo amossa que apesar da desilusom de quatro anos de bipartito a gente, sobre todo a mais nova, nom se deixa vencer pola resignaçom. Ao contrario, busca cambiar as cousas mais próximas, desde abaixo e de jeito cercano e divertido.

Aos poucos o associacionismo de base em galego ganhará força de saber chegar á gente num momento no que nom há muitas esperanças postas nos grupos políticos maioritarios. Pode, que como numha constante revoluçom permanente no sei do nacionalismo, cumpra volver construir alternativas a aprender dos erros do passado. E que melhor que começar por saudar o ano como se merece.



E feliz ano!

sábado, 20 de dezembro de 2008

Universidade: A alternativa possível

Mais umhas eleiçons na Universidade. Estudantes, professores e PAS a escolher os seus representantes na limitada democracia universitária. Alem dos resultados da quarta-feira, alem do número de representantes de cada organizaçom, plataforma ou “chiringuito”, seguimos sem ter umha verdadeira alternativa.

Longe fica já aquela Alternativa da Universidade Galega (AUGA), encabeçada nos anos 80 por Beiras. Um projecto integral, formados polos três sectores e com vontade para mudar as cousas. Nom ganhou, e a iniciativa esvaeceu no devir da vida institucional universitária.

Muito mudou o panorama nestes anos. Mais universidades, mais faculdades, mais professores, mais PAS... e menos estudantes. Hoje estamos diante dum dos maiores ataques ao ensino público: a implantaçom do Espaço Europeio de Educaçom Superior (EEES), ou Processo de Bolonha. Esta reforma, ante a que alguns nom soubemos reagir, agravará a situaçom dumha Universidade dividida, de costas á sociedade e á si mesma, corrupta e endividada.

Mentres, cada um de nós está cômodo na sua parcela de poder, na sua ilha ou no seu despacho. Estamos ao lado e nom nos miramos. Quanto seguiremos asi? Os estudantes permanecemos mui pouco tempo na Universidade (uns menos que outros), polo que nom acadamos experiência abonda para conhece-la bem. Mais professores e PAS si a conhecem bem.

Só quando os que sabem e os que nom sabem mas som muitos com anseios de câmbio sejam quem de juntar-se as cousas começaram a mudar. O nacionalismo debe reagir e volver dar a batalha num campo onde sempre tivo umha presença especial, porque a Universidade é um piar básico do desenvolvimento do nosso país e na actual situaçom corre o risco de ficar mutilado. Juntemo-nos, falemos, luitemos e construamos juntos o futuro, porque a alternativa é necessária, mas também é possível.

domingo, 23 de novembro de 2008

Oriana

A História produz certos personagens singulares, criados polas circunstâncias e fortalecidos polo seu carácter. É o caso da jornalista italiana Oriana Fallaci (1929 – 2006), quem tivo umha vida apaixonante mas sem dúvida dura.

De nena cargava na bolsa da escola as granadas da resistência antifascista italiana na que participava seu pai, detido e torturado polos alemãs. As suas acçons fôrom condecoradas polo exército italiano aos catorze anos de idade. Sem formaçom jornalistica, entra na profissom com dezasseis anos, primeiro em jornais locais e logo no semanário L'Europeo.

Nas páginas desta publicaçom aparecerám as suas famosas entrevistas com os homens que marcárom a segunda metade do século XX: Henry Kissinger, Khomeini, Yasir Arafat, o arcebispo Makarios, Willi Brandt ou Álvaro Cunhal. Mas também com as primeiras mulheres que chegárom ao poder: Indira Gandhi na Índia, Golda Meier em Israel ou Sirinavo Bandaranaike em Sri Lanka. Conheceu de preto a guerra do Vietname, onde estivo sete vezes, cobrindo o conflito para L'Europeo.

Umha vida emocionante, mas que nom pudo compensar as suas desgraças pessoais. O seu companheiro, o luitador anarquista Alexandros Panagoulis, foi assassinado em maio de 1976. Marcou-na tanto que chegou a escrever umha biografia: Um homem. Outro dos seus tormento no treito final da sua vida foi a sua frustrada maternidade, que junto com as críticas á presença do Islam na Itália ocupariam as suas últimas obras.

Um personagem sem dúvida controvertido, Oriana Fallaci é umha das grandes figuras do jornalismo do século XX. Umha mulher que rompeu estereótipos e as barreiras que lhe impediam chegar á verdade. Nunca intentou ocultar-se baixo umha falsa objectividade, sempre era ela, deixando sempre, nas suas palavras, girons da alma em cada experiencia profissional.

domingo, 2 de novembro de 2008

Nós, os inadaptados

O independentismo galego nom é um fenômeno novo no nosso País. Já desde 1921 Fuco Gómez liderava as primeiras experiências, como nom podia ser doutro jeito, na emigraçom.

Se bem vamos caminho dos cem anos, quanto tempo tardamos em juntar cem independentistas? Falar de independentismo galego é falar dum movimento marginal, quando nom simplesmente testemunhal. Se o nacionalismo no seu conjunto tivo muitos problemas para assentar-se como umha realidade no seio da sociedade galega, as dum movimento que em muitos casos semelha buscar essa marginalidade som ainda maiores.

Somos poucos, é certo. Pero temos direito a defender a nossa visom em todos os foros, e a ser reconhecidos e respeitados como umha parte mais do nacionalismo galego.

Possivelmente tenha raçom Foz quando di que onde hai mais independentistas é no BNG. Mas provavelmente seja o lugar onde temos mais problemas. Se desde sempre o partido hegemônico, a UPG, tem-se amossado ferreamente antiindependentista, agora há que somar essa massa de cargos institucionais, enchufados e podremia pós-maoísta desfasada que é o quintanismo. Para que falar de independência se podemos falar de cargos de libre designaçom?

Porém, o independentismo tem muito que achegar á Fronte Patriótica. Se o BNG quer actuar como “casa comum” do nacionalismo e non como chalé particular de altos cargos debe aprender a escoitar a nossa voz, conscientes, isso si, que somos umha minoria.

Só quando o BNG seja a organizaçom plural que foi, volverá a ser a ferramenta que precisa este país para a sua libertaçom nacional.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Lembramos para avançar

Agosto é o mes dos mártires. Nestes dias lembramos a Alexandre Bóveda, a Xohán Xesús González ou a Moncho Reboiras. Em Teio homenageamos ao alcalde galeguista de Compostela, Ánxel Casal. Atopárom o seu cadáver numha valeta de Cacheiras o 19 de agosto de 1936.

Casal foi umha figura clave do galeguismo de preguerra e na sua imprenta vírom a luz a revista Nós e obras de Castelao, Álvaro Cunqueiro ou Camilo Díaz Baliño.

Mas porque olhamos de novo cara as fossas comuns e as tapias dos cemiterios? Que buscamos? Alguns voltamos a vista atrás para construir o futuro, porque um povo que esquece a sua história esta obrigado a repeti-la.

Nom busquemos novos santos nem totens baleiros aos que adorar ritualmente. Os mártires estám ai para lembrar-nos a tradiçom de rebeldia e luita de onde vimos. Tradiçom que nom podemos esquecer se queremos realizar o desejo de Castelao: que na nossa Terra se cumpra a vontade dos mártires.


Teio 5 de setembro de 2009