sábado, 19 de janeiro de 2008

Espranza

Erguerémo-la espranza
sobre ista terra escura
coma quen ergue un facho
nunha noite sin lúa.

Marcharemos cinguidos
polos duros segredos
dunha patria soñada
á que non voltaremos.

Non sabrán o camiño
que pra entón colleremos.

Longos ríos de brétema,
longos mares de tempo.
Tripulantes insomnes,
na libertá creemos.

Viva, viva, decimos
aos que están no destero
e soñan cun abrente
de bandeiras ao vento.

Adictos da saudade
que levades a luz polos vieiros.
¡Saúde a todos,
compañeiros!


Celso Emilio Ferreiro
Longa noite de pedra


A todos os que estivestes ai quando mais vos necesitei. Sobre todo a vos os dous, o stalinista e a histérica, que se bem um dia acabaredes comigo, nom saberia que facer sem vos. Muito obrigado por ajudar me a nom perder a esperança.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Umha pantasma percorre Europa

Umha pantasma percorre Europa: a pantasma da homosexualidade. Todos os conservadores da velha Europa aliaron-se para umha santa cacería contra esta pantasma, Ratzinger e Sarkozy, Rouco Varela e Aznar, o catolicismo râncio e os carcas mal dissimulados.

Onde está o dereitista que nom alertara da destruiçom da familia tradicional? Onde está o partido conservador que nom acusasse aos governos “progres” de dinamitar os alicerces da orde social com as suas medidas?

Duas cousas deducen-se deste feito.

A homosexualidade visiviliza-se na Europa como umha realidade social.

É hora de amosarmo-nos tal como somos, que os nosos beijos nom son diferentes, que somos algo mais que uns hábitos de consumo ou que ter “pluma”. É hora de que a gente se decate de que o noso nem é umha doença nem se contagia e que um meninho veja dous homens da mao nom influe na sua sexualidade.

Porque nom é culpa nosa que o Vaticano seja um imenso armário do que nom querem sair, nem que o conservadorismo europeo sinta saudades da Idade Meia. Porque ainda que censurem um cartaz nom poderám ocultar-nos. Porque um beijo contra a sida nom é mais reprobábel que umha mulher meio espida anunciando roupa das empresas que financiam os partidos de dereitas. Porque viver a nosa sexualidade com liverdade nom dana a ninguém.

Porque, simplesmente, somos o que somos, e nom tivemos medo de deixar de ser pantasmas na escuridade clandestina dum parque para namorar-nos, amar e desfrutar dos nosos corpo como pessoas livres na rua e á vista de todos. Porque um beijo é um beijo. Porque nós somos simplesmente nós.


Imagem: Cartaz dumha campanha francesa contra a sida censurado por ser "demasiado explícito".

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Refundaçom: política, pessoal... e blogueira

Mamá Pata volve á rede

Aqui estou de novo. Moitos de vos notache-des que nos últimos tempos estiven co ánimo bastante baixo. É certo, e agradeço moito a todas aquela pessoas que se preocuparon por mim e me derom o seu apoio. Se bem agardaba moito mais de algumhas delas, surprenderon-me gratamente algumha outra.

Pero esa etapa baixa esta em processo de superaçom. Só precisaba recuperar a ilussom, e para iso nada melhor que umha fonda refundaçom. Tranquilo Duarte, nom tem nada a ver com nenghum partido trotskista.

Refundaçom política: Após quatro anos de militáncia política activa, preciso meditar bem onde quero trabalhar. Demasiadas organizaçons e pouco tempo. Nom há deriva ideológica, eu nom som dos de cambiar a ideologia segundo sopre o vento.

Refundaçom pessoal: Acabo de pechar as duas primeiras décadas da minha vida (Hoje cumpro 20 anos!). Necesito saber que vou fazer. Definir projectos, olhar cara o futuro (sem abandonar o presente) e ampliar horizontes.

Refundaçom blogueria: Suponho que simplesmente precisaba cambiar de aires este invento. Outra estética e outra normativa que melhorara co tempo(para desgraça de Jorge, que dirá que escribo em portughés). Nom podo asegurar nada no que a actualizaçons se refire.

E ate aqui a inauguraçom deste novo blog. Suponho que hoje nom o vai ler ninguém e que estaredes durmindo. Fazedes bem. Eu, como nom podia ser doutro jeito, estou mais preocupados pola enchenta de comida que vou pilhar hoje que por sair. Cada loco com o seu tema. Nom me pidades mais.

Um bico e umha aperta forte a todos aqueles que simplemente estivéchedes aí.