
Umha pantasma percorre Europa: a pantasma da homosexualidade. Todos os conservadores da velha Europa aliaron-se para umha santa cacería contra esta pantasma, Ratzinger e Sarkozy, Rouco Varela e Aznar, o catolicismo râncio e os carcas mal dissimulados.
Onde está o dereitista que nom alertara da destruiçom da familia tradicional? Onde está o partido conservador que nom acusasse aos governos “progres” de dinamitar os alicerces da orde social com as suas medidas?
Duas cousas deducen-se deste feito.
A homosexualidade visiviliza-se na Europa como umha realidade social.
É hora de amosarmo-nos tal como somos, que os nosos beijos nom son diferentes, que somos algo mais que uns hábitos de consumo ou que ter “pluma”. É hora de que a gente se decate de que o noso nem é umha doença nem se contagia e que um meninho veja dous homens da mao nom influe na sua sexualidade.
Porque nom é culpa nosa que o Vaticano seja um imenso armário do que nom querem sair, nem que o conservadorismo europeo sinta saudades da Idade Meia. Porque ainda que censurem um cartaz nom poderám ocultar-nos. Porque um beijo contra a sida nom é mais reprobábel que umha mulher meio espida anunciando roupa das empresas que financiam os partidos de dereitas. Porque viver a nosa sexualidade com liverdade nom dana a ninguém.
Porque, simplesmente, somos o que somos, e nom tivemos medo de deixar de ser pantasmas na escuridade clandestina dum parque para namorar-nos, amar e desfrutar dos nosos corpo como pessoas livres na rua e á vista de todos. Porque um beijo é um beijo. Porque nós somos simplesmente nós.
Imagem: Cartaz dumha campanha francesa contra a sida censurado por ser "demasiado explícito".