Mostrando postagens com marcador Liberdade sexual. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Liberdade sexual. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Pequenos avanços

Pouco a pouco as cousas cambiam. Segue a ser difícil de assumir para alguns, mas recentemente houve três passos adiante. Em Portugal rematou, polo menos oficialmente, a discriminaçom aos homossexuais á hora de dor sangue, e o Tribunal Constitucional declarou legal o matrimonio entre pessoas do mesmo sexo.

No outro extremo da Europa, morreu Lech Kaczynki, um homem que proibiu a marcha do Dia do Orgulho quando presidia a Câmara de Varsóvia e intentou investigar se Tinky Winky, um "Teletubbie", era gay. Nom me alegro da sua morte, mas si da desapariçom dum obstáculo para a igualdade.

A ver se seguimos assim.

segunda-feira, 22 de março de 2010

É tam difícil de assumir?


Seguimos a voltas com o de sempre. "Ocidente", faro do mundo, segue sem ser quem de assumir com naturalidade certas questons, que umha moral cristã e hipócrita converteu em anátemas. Neste vídeo, o deputado do Bloco de Esquerda José Soeiro denuncia o sectarismo do governo Sócrates contra as pessoas homossexuais, como o casamento -que o presidente da República, Cavaco da Silva, enviou ao Tribunal Constitucional, por que tem dúvidas da sua "constitucionalidade"- ou a prohibiçom de doar sangue.
Contravir essa moral, cujos grandes defensores caem pola suas próprias contradiçons, como os abusos no seio da Igreja Católica ou a recente saída do armário do senador homófobo Ray Ashburn, sempre supom converter-se em alvo de todas as críticas -a jeito de masons modernos-, chegando incluso a fazer-nos culpáveis da matança de Srebrenica em 1995. Mas pensemos um momento. É racional ligar as duas cousas? Sobre que base?
Por em questom a estrutura e modelos patriarcais nom é facilmente digerível para um modelo social assentado desde há milénios, mas o "progresso" semelha nom chegar a todas ás "mentes pensantes" desta parte do mundo. Mas o sistema também reacciona com outra das suas melhores armas: a assimilaçom. Como? Assumido como estereotipo da homossexualidade aquel que recolhe os rasgos tradicionalmente associados ao sexo contrário. Deste jeito, umha escolha individual transforma-se em marca de identidade e estigmatizaçom social na que na que muitos e muitos e muitas nom podemos ver-nos reflectidos, pero que cria umha imagem mais doada de enquadrar no marco patriarcal.
Como dizia Soeiro, nom há dignidade sem igualdade, mas o caminho a percorrer é longo e duro. Quem se anima a percorre-lo?

domingo, 6 de janeiro de 2008

Umha pantasma percorre Europa

Umha pantasma percorre Europa: a pantasma da homosexualidade. Todos os conservadores da velha Europa aliaron-se para umha santa cacería contra esta pantasma, Ratzinger e Sarkozy, Rouco Varela e Aznar, o catolicismo râncio e os carcas mal dissimulados.

Onde está o dereitista que nom alertara da destruiçom da familia tradicional? Onde está o partido conservador que nom acusasse aos governos “progres” de dinamitar os alicerces da orde social com as suas medidas?

Duas cousas deducen-se deste feito.

A homosexualidade visiviliza-se na Europa como umha realidade social.

É hora de amosarmo-nos tal como somos, que os nosos beijos nom son diferentes, que somos algo mais que uns hábitos de consumo ou que ter “pluma”. É hora de que a gente se decate de que o noso nem é umha doença nem se contagia e que um meninho veja dous homens da mao nom influe na sua sexualidade.

Porque nom é culpa nosa que o Vaticano seja um imenso armário do que nom querem sair, nem que o conservadorismo europeo sinta saudades da Idade Meia. Porque ainda que censurem um cartaz nom poderám ocultar-nos. Porque um beijo contra a sida nom é mais reprobábel que umha mulher meio espida anunciando roupa das empresas que financiam os partidos de dereitas. Porque viver a nosa sexualidade com liverdade nom dana a ninguém.

Porque, simplesmente, somos o que somos, e nom tivemos medo de deixar de ser pantasmas na escuridade clandestina dum parque para namorar-nos, amar e desfrutar dos nosos corpo como pessoas livres na rua e á vista de todos. Porque um beijo é um beijo. Porque nós somos simplesmente nós.


Imagem: Cartaz dumha campanha francesa contra a sida censurado por ser "demasiado explícito".