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segunda-feira, 29 de março de 2010

Viva Pancho Villa!

De A naçom em marcha

Aqui estamos. O glorioso Exército de Pancho Villa continua vivo e dando a batalha. Logo dum longo e duro processo interno, por fim Isca! está consolidada como umha realidade que actua em Galiza Nova, no movimento estudantil e em toda a sociedade galega.

A todos e todas que estivemos na III Asemblea Nacional de Isca! uniu-nos a ilusom por criar algo novo, algo que começamos a construir há quatro anos desde a marcha dum grupo de companheiros e companheiras da UMG em 2006. Somos umha voz pequena, mais umha voz necessária que cobre um espaço durante muitos anos vazio em Galiza Nova e o país e suma um outro sotaque ás múltiplas vozes que convivem no BNG.

Medramos para construir, e construímos para liberar. Viva Pancho Villa!

segunda-feira, 22 de março de 2010

É tam difícil de assumir?


Seguimos a voltas com o de sempre. "Ocidente", faro do mundo, segue sem ser quem de assumir com naturalidade certas questons, que umha moral cristã e hipócrita converteu em anátemas. Neste vídeo, o deputado do Bloco de Esquerda José Soeiro denuncia o sectarismo do governo Sócrates contra as pessoas homossexuais, como o casamento -que o presidente da República, Cavaco da Silva, enviou ao Tribunal Constitucional, por que tem dúvidas da sua "constitucionalidade"- ou a prohibiçom de doar sangue.
Contravir essa moral, cujos grandes defensores caem pola suas próprias contradiçons, como os abusos no seio da Igreja Católica ou a recente saída do armário do senador homófobo Ray Ashburn, sempre supom converter-se em alvo de todas as críticas -a jeito de masons modernos-, chegando incluso a fazer-nos culpáveis da matança de Srebrenica em 1995. Mas pensemos um momento. É racional ligar as duas cousas? Sobre que base?
Por em questom a estrutura e modelos patriarcais nom é facilmente digerível para um modelo social assentado desde há milénios, mas o "progresso" semelha nom chegar a todas ás "mentes pensantes" desta parte do mundo. Mas o sistema também reacciona com outra das suas melhores armas: a assimilaçom. Como? Assumido como estereotipo da homossexualidade aquel que recolhe os rasgos tradicionalmente associados ao sexo contrário. Deste jeito, umha escolha individual transforma-se em marca de identidade e estigmatizaçom social na que na que muitos e muitos e muitas nom podemos ver-nos reflectidos, pero que cria umha imagem mais doada de enquadrar no marco patriarcal.
Como dizia Soeiro, nom há dignidade sem igualdade, mas o caminho a percorrer é longo e duro. Quem se anima a percorre-lo?

segunda-feira, 1 de março de 2010

Ao pé de Gelmírez 15












De Recunchos de Compostela
Poucas personagens há tam polémicas na cultura galega como aquel homem que olhava Compostela e o país desde a galeria do número da rua de Gelmírez. Ramom Pinheiro. Como todos os anos, umha vez passado o 17 de maio decresce o interesse polo autor (quase nunca autoras) até volver ao esqueço do que muitas vezes os resgata a Real Academia Galega. Mas poucos anos houbo tanta polémica arredor do protagonista do Dia das Letras. Esta personagem, fundamental gostemos ou nom del e da sua obra, recibiu numerosos ataques e louvanças com os batidos argumentos das últimas décadas, mas quem é Pinheiro para os que começamos a fazer uso da raçom passados mais de dez anos desde a sua morta e fica já mui longe?
Desde a vantagem que dá a possibilidade de achegar-se a umha pessoa deste tipo sem sentimentos sectários de nenhum signo herdados do passado, alguns nom podemos deixar de ver em Pinheiro a pessoa que determinou as formas do nacionalismo actual. Sei que é umha afirmaçom arriscada, mas forom precisamente os moços educados no magistério de Pinheiro e do "grupo Galaxia" os que nos 60 rebelarom-se contra eles e constituirom a UPG, berce de muitas organizaçons do nacionalismo passadas e presentes e conduzirom ao PSG (ou a umha parte del) por vieiros diferentes aos marcados polo líder de Galaxia. Devemos-lhe a Pinheiro e aos seus formar a essa gente nova que hoje, muitos deles já maiores, som o nosso referente e modelos nos que mirar-nos.
Apesar de sermos críticos com a sua obra e actuaçons, cumpre reconhecer que sem Pinheiro o nacionalismo teria seguido umha evoluçom mui diferente e, talvez, nós nom estaríamos aqui. Mas isso entre adentro da inventiva e a especulaçom. Somos o resultado das decisom tomadas por um homem que cria fazer o correcto num momento de dificuldade, ainda que o tempo demonstrara que errou.

domingo, 22 de novembro de 2009

Quando acordamos em Berlim

Há agora 20 anos, o estrondo da queda dos blocos de cimento despertou-nos ao mundo. Era o ruído do derrubamento do Muro de Berlim e do espelhismo dumha URSS em ruínas. Muitos dos que agora luitamos por um outro mundo formamos parte dessa primeira geraçom que nasceu num mundo unipolar e sem alternativas visíveis. A queda do Muro nom foi a fim de nada, senom o inicio dumha outra etapa no caminho cara o socialismo, o nosso particular ponto de partida.

Certo é que coa URSS cairom outras muitas estruturas, como os velhos partidos comunistas e lastrou a margem de manobra duns sindicatos acossados polo neoliberalismo. A velha esquerda começou a desmontar-se, ao igual que os símbolos da RDA, numha década, a dos 90, na que recém saídos do letargo, caminhamos aturdidos e desorientados. Mas resistimos. E reagimos.

Os entulhos do Muro nom forom abondo para tapar os berros dos deserdados e dos inconformistas. Os berros contra a LOU, os berros do Nunca Máis e os berros contra a guerra do Iraque que nos fizerom acordar nas rúas de Compostela. Porque umha vez espertos, comprovamos que os velhos problemas seguem aí, e amais aparecerom outros novos. A queda do Muro nom troujo as verdes pradeiras que prometera Helmut Kohl, senom a consciência do problema ambiental, da crise alimentar e da suicida fugida capitalista cara adiante.

Aqui, longe da euforia bem-pensante que festeja em Berlim a queda do Muro, olhamos cara o passado cumha mirada crítica e sem saudades do que pudo ter sido mas nom foi. mentras erguemos, aos poucos, umha alternativa ao actual sistema, injusto e sem futuro. Estamos aqui para acabar com el e com todos os muros que ergue, no Río Bravo, em Melilha ou em Cisjordânia. Muros dos que nenhum quer lembrar-se nestes dias.

Talvez, quando sejamos quem de derruba-los, o mundo comece a ser um pouco melhor. Pode ser que haja que aguarda até que um maior número de pessoas sejam conscientes dos problemas do nosso mundo e da sua necessária e urgente soluçom. Mas nós, como pequenos despertadores, petamos nas suas portas e consciências desde as organizaçons políticas, culturais e desportivas para que acordem e vejam a realidade, tal e como nós fizemos há 20 anos em Berlim.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Ricominciamo!!!

Baixo este lema o Partito Comunista Rifondazione começou umha etapa de reflexom após perder a sua presentaçom parlamentar. Foi um golpe mui duro para um dos movimentos comunistas mais importantes de toda Europa, num momento no que a esquerda italiana tendia cara a unidade coa experiência da Sinistra l'Arcobaleno (Esquerda do Arco da Velha). Mas @s camaradas italianos nom se rendem. Após a queda levantam-se umha vez mais e começam a caminhar de novo cara um abrente de bandeira ao vento, como dizia Celso Emilio.

Na Galiza sofremos o golpe da nova baixada do BNG nas autonómicas do 1 de Março. E dias depois a marcha dum grupo de companheiros do Movimento pola Base. Já que eles quedam coas siglas, nós ficamos com a ilusom de seguir a trabalhar no BNG por essa Galiza liberada e soberana que buscamos nos vieiros do país.

Que fazer? Continuar adiante. Recomeçamos. Somos o Movemento Galego ao Socialismo. Aqui encetamos a viagem. Destino? A independência e o socialismo.

Fotografia: GzNación. Rafa Villar, Noa Presas e Fidel Diéguez após a rolda de impresa.

sábado, 7 de março de 2009

Queremos mais

Apaguemos as luzes dos cenários, quitemos os cartazes das farolas e paredes, recolhamos as cousas em Sam Caetano. Cumpre pensar. Nom ponhamos panos quentes, nom olhemos cara outro lado: os dados som os que som. O BNG perdeu desde 1998 case a metade dos votos. Longe fica já aquele 25% e os 18 companheir@s a combater o fraguismo no Paço do Hórreo.

Volvamos aos locais de reuniom que abondamos polos despachos oficiais, sentemo-nos todos juntos mais umha vez e falemos no seio desta casa comum que é o BNG. Nom lancemos notas de imprensa antes de tempo, a batalha é nas assembleias onde ainda podemos participar, nom nas portadas de La Voz de Galicia. Marquemos nós os nossos tempos para poder olhar atrás e ver que fizemos mal.

Nengum de nós tem a verdade absoluta, por isso debemos saber escuitar, mas também saber falar: digamos as coisas á cara, nom lancemos punhais ocultos. Independentes, partidos e coletivos do BNG temos a responsabilidade de achar soluçons á nossa crise. UPG, ESG, EI, Isca! e demais temos que analisar que passou, exigir responsabilidades e acordar um caminho cara o futuro. Tenhamos madurez para afrontar a situaçom.

Porque o futuro da Galiza depende de nós. Porque, apesar de todo, queremos mais. Moito mais.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Galiza con Palestina. Non ao masacre!

A actual intervención do exército israelí na franxa de Gaza non é máis que a continuación da política de exterminio do pobo palestino que o sionismo ven practicando dende que logrou que o peor imperialismo europeo e norteamericano inventara o Estado de Israel. Estamos, unha vez máis, diante dun episodio de violencia indiscriminada e bárbara, unha auténtica matanza, contra a poboación civil, e contra as súas organizacións de resistencia.

Esta non é unha guerra, non existen exércitos enfrontados, nin igualdade de forzas. Esta é unha agresión militar por parte dun estado IMPERIALISTA, armado e financiado por Norteamérica e Europa, que conta cun poderosísimo exército e ataca por terra, mar e aire a un pobo sen máis defensa que o heroísmo e sacrificio dos seus mal armados milicianos, e que nin sequera ten a posibilidade de fuxir.

Os verdugos teñen nome coñecido e as vítimas tamén, cóntanse por milleiros, entre as mortes e as persoas feridas. A vulneración dos dereitos humanos, a violación sistemática da legalidade internacional, dos acordos de paz e das resolucións das Nacións Unidas teñen un nome inequívoco, o Estado Sionista de Israel.

Trátase, xa que logo, dun auténtico masacre, sen escrúpulo moral algún, sen respecto pola poboación máis indefensa, as persoas anciáns, nenas e nenos, mesmo cooperantes internacionais. Tampouco respectan nin as mesquitas, hospitais ou mesmo escolas, as escolas das Nacións Unidas, con identificación oficial, con coordenadas coñecidas e transmitidas, onde estaban refuxiados do horror centos de cativas e cativos palestinos. O sionismo non coñece límites.

O exército e o goberno israelís, sabémolo ben, son expertos tamén na ocultación da verdade, contan con axentes moi poderosos. Resulta escandaloso que manifesten que as accións militares actuais son resposta ao lanzamento de foguetes caseiros desde Gaza. Menten coma sempr ¿non sabemos que Israel rompe as treguas sistematicamente? ¿acaso non coñecemos a política de asasinatos selectivos das persoas dirixentes palestinas, practicada por Israel nos últimos anos? ¿De destrución das vivendas e das súas familias?

Xa coñecemos que tipo de loita é, balas contra pedras, tanques e mísiles contra a poboación civil, ocupación militar dos territorios palestinos, máis colonizacións fronte dos acordos de paz.

Son centos e milleiros : as palestinas e os palestinos asasinados; as presas e os presos; as torturadas e os torturados nas cadeas israelís; as mortes como consecuencia do bloqueo, as persoas que a diario son vexadas e inspeccionadas.

En ningún caso a morte de civís está xustificada, nin a violación sistemática dos dereitos humanos, nin a ocupación militar dos territorios palestinos, nin a vulneración permanente das resolucións das Nacións Unidas. O estado de Israel non ten credibilidade algunha.É probablemente o estado do mundo que máis ten violentado a legalidade internacional, negado unha solución política a un conflito que se dilata inxustificadamente no tempo. Cada vez quedan menos persoas no mundo que poidan crer as mentiras israelís. Indigna pensar que a brutal ofensiva militar israelí actual teña que ver coa súa propia axenda electoral. Traficar mortes por votos fai que abominemos aínda máis do sionismo e das súas prácticas.

Esiximos das institucións da comunidade internacional, da UE e do Estado Español que obriguen a Israel a deter o masacre, a cesar inmediatamente todos os ataques e bombardeos sobre os territorios e a poboación palestina, a propiciar un alto o fogo inmediato e a levantar o bloqueo de Gaza abrindo todos os pasos internacionais para que poida chegar axuda urxente aos homes e mulleres da castigada Franxa de Gaza.

O pobo galego está co pobo palestino, apoia e recoñece o seu dereito á existencia e a ter un estado propio, a elixir libremente a súa representación e que esta sexa recoñecida pola comunidade internacional, incluído Hamás, e finalmente, apoia o regreso das persoas palestinas refuxiadas aos seus fogares.

O estado español, a UE, a comunidade internacional no seu conxunto, ata agora cómplices do sionismo ou pasivos ante a traxedia palestina, teñen a obriga moral e política de impoñer a Israel o respecto escrupuloso polas resolucións de Nacións Unidas, con toda firmeza, con medidas de boicot comercial, con ruptura inmediata das relacións diplomáticas e coa expulsión da embaixada sionista. Desde logo, non podemos seguir a tolerar que Israel ocupe territorios, masacre á poboación civil palestina; non podemos tolerar que se siga comprando e vendendo armas aos sionistas como está a facer España e outros estados que se sentan no Consello de Seguridade da ONU.

Galiza enteira reclama a persecución xurídica nos tribunais internacionais dos criminais israelís, civís e militares, responsables desta matanza indiscriminada, un auténtico crime contra da humanidade.

E esiximos ademais:
  • Que se impulsen políticas activas de solidariedade en favor de Palestina.
  • Que a Xunta de Galicia se pronuncie contra Israel e a favor do pobo palestino.
  • Que se declaren a embaixada e o Goberno Israelí non gratos en todo o territorio galego no seu conxunto; e concello por concello.
  • E que os medios de comunicación e a prensa internacional informen con imparcialidade e non a favor do sionismo .

¡ALTO A AGRESIÓN!

¡VIVA O POBO PALESTINO!

¡VIVA PALESTINA!

ACSUR - Galiza, Adiante,AGARB, A Gentalha do Pichel, AGIR, Alternativa dos veciños de Oleiros, A Mesa pola normalización lingüística, AMC, Arraianos, Asemblea Republicana de Vigo, Asociación Cambre, Pobo Solidario, Asociación Cultural O Galo, Asociación de Mulleres Espadela de Cercedo, Asociación Ecoloxista e Cultural de Terra de Montes "Verbo Xido" (Pontevedra), Asociación Francisco Villamil, Asociación Galaico Árabe Jenin, Asociación Veciñal A Xuntanza, Asociación Veciñal de Esteiro Fontelonga (FERROL), Asociación de Xefes e Mandos da Policía Local, Assembleia Aberta do Local Social Baiuca Vermelha, Aturuxo, BNG, BRIGA, CC.OO de Galicia, Ciberirmandade, CIG, CIMO- Castelao, CNT, Colectivo dos Mozos Comunistas, Colexio Oficial de Psicoloxía de Galicia, Comisión pola Recuperación da Memoria Histórica de A Coruña, Comités Abertos, Comité de Defensa das Rías Altas, Concello de Oleiros, Coordinadora do Barrio de Vite – Compostela, Coordinadora de Crentes Galegos, Coordinadora Galega de ONGDs, Coordinadora Galega pola Paz, Corrente Vermella, COSAL - Coruña, COSAL – Galiza, C.S. Henriqueta Outeiro, CUT, DSI, Encontro Irmandiño, Esculca, Esquerda Unida, Foro Galego de Inmigración, FPG, Fuco Buxán, Fundación Araguaney, Fundación Galiza Sempre, Fundación Luís Tilve, Galiza Nova, Galiza por Palestina, Iniciativa polos Dereitos Humanos, Isca, Judíos Antisionístas de Espanya, Marcha Mundial das Mulheres, Médicos do Mundo, Movemento pola Base, Mulheres Nacionalistas Galegas, Mundo Sen Guerras, Nós - Unidade Popular, OSPAAAL-GALICIA, Partido Comunista dos Pobos de España, PCG, PCPG, Partido Humanista de Galicia, Pen Clube de Galicia, Plataforma Alternativa Pola Esquerda, Primeira Linha, Redes Escarlata, Seminario Galego de Educación para a Paz, Sindicato de Estudantes, Sindicato Labrego Galego, Sindicato de Traballadoras e Traballadores do Ensino de Galiza, Socialismo Libertario, Solidariedade Galega co Pobo Saharaui, Solidariedade Internacional, UXT Galicia, Verdegaia, Viraventos, Xustiza e Sociedade.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Lembramos para avançar

Agosto é o mes dos mártires. Nestes dias lembramos a Alexandre Bóveda, a Xohán Xesús González ou a Moncho Reboiras. Em Teio homenageamos ao alcalde galeguista de Compostela, Ánxel Casal. Atopárom o seu cadáver numha valeta de Cacheiras o 19 de agosto de 1936.

Casal foi umha figura clave do galeguismo de preguerra e na sua imprenta vírom a luz a revista Nós e obras de Castelao, Álvaro Cunqueiro ou Camilo Díaz Baliño.

Mas porque olhamos de novo cara as fossas comuns e as tapias dos cemiterios? Que buscamos? Alguns voltamos a vista atrás para construir o futuro, porque um povo que esquece a sua história esta obrigado a repeti-la.

Nom busquemos novos santos nem totens baleiros aos que adorar ritualmente. Os mártires estám ai para lembrar-nos a tradiçom de rebeldia e luita de onde vimos. Tradiçom que nom podemos esquecer se queremos realizar o desejo de Castelao: que na nossa Terra se cumpra a vontade dos mártires.


Teio 5 de setembro de 2009

domingo, 4 de maio de 2008

Dias de luita e sonhos

Compostela vive, apesar de todo, reivindicativa e luitadora. Em voz baixa quiçá, mas vive. As bandeiras volvem a umhas ruas mobilizadas por professores, alguns estudantes e trabalhadores em geral. A folga dos ensinantes contra o novo decreto do Bacharelato, a modesta e questionável folga dos CAF e a manifestaçom da CIG do 1º de maio marchárom polo coraçom dumha cidade que precisa espertar e volver a tempos idos.

Apesar das derrotas seguimos aí. Muitos vivemos agora o presente dumha longa tradiçom de derrotas em todo o mundo: na Galiza, em Itália, em qualquer parte onde luitemos por construir umha alternativa ao mundo de hoxe. Mas seguimos aí. Porquê? Que nos fai avançar? É a utopia no horizonte da que nos falou Galeano? Ou é o abrente de bandeiras ao vento de Celso Emílio? Nom saberia dizer.

A amargura das derrotas escritas na pel dos que luitamos podiam ver-se nas ruas de Compostela, mas também a ilusom e os aços para novas batalhas. A carpa de Sam Lourenço, carvalheira de sonhos e fraternidade, serviu mais um ano para de refúgio para a esperança dos que ainda sonhamos com cambiar o mundo. Misturada com o polvo e as cançons, mantivemos viva a força que nos fai avançar. Porque apesar de todo, a luita continua.


Montouto (Teio)

4 de maio de 2008

domingo, 23 de março de 2008

Ao encontro do velho mestre

Contactar com el foi relativamente singelo (aparte de um professor universitário borracho nom houvo obstáculos). Amável e cordial, combinar com el foi mais difícil, el tinha que organizar a sua Semana Santa e eu a minha. Mas a força de insistir atopamos um dia no que os dous nom tivéssemos problemas.

Som consciente do muito que vai falar dom Alonso, mas isso nom importa. A posibilidade de entrevistar á testemunha viva de quase oitenta anos de história da Galiza (inda que el diga Galicia), da repressom franquista (o desterro a Córdoba) e do fracasso da URSS. Mas iso non lhe impede ser a chama viva da utopia comunista no nosso país. Nervos? Pode ser. Nom é um home que conceda muitas entrevistas, amais de ter umha idade avançada. É a primeira entrevista séria e com alguém de importáncia.

A excusa é um trabalho de classe, mas a simples conversa com dom Alonso Montero (omito o nome para evitar problemas normativos) compensa todos os esforços. A viagem no trem descorre lenta e tranquilamente, acompanhada por leituras sobre o socialismo no s.XXI.

A viagem, desde Compostela até a cidade de Vigo, amosa o dinamismo de certas zonas do Eixo Atlántico (a Galiza interior nom é igual). A chaira do Val de Amaía, o caos urbanístico de Vila Garcia de Arouça, as vides do Salnês, a imagem da ponte de Rande na Ria de Vigo ou o lazareto da ilha de Sam Simom, convertido em cárcere e cemitério polos golpistas do 36.

Vigo amosa-se caótica e empinada. Umha cidade na que os operários ainda amossam a sua força como en tempos passados nom podia ser perfecta. Piar do PCE(r) e dos GRAPO na Galiza, junto com Ferrol, acolhe no seu seio a um velho mestre que conta, quiçais sem sabe-lo, um novo aluno.


Montouto (Teio)

21 de Março de 2008