Há agora 20 anos, o estrondo da queda dos blocos de cimento despertou-nos ao mundo. Era o ruído do derrubamento do Muro de Berlim e do espelhismo dumha URSS em ruínas. Muitos dos que agora luitamos por um outro mundo formamos parte dessa primeira geraçom que nasceu num mundo unipolar e sem alternativas visíveis. A queda do Muro nom foi a fim de nada, senom o inicio dumha outra etapa no caminho cara o socialismo, o nosso particular ponto de partida.
Certo é que coa URSS cairom outras muitas estruturas, como os velhos partidos comunistas e lastrou a margem de manobra duns sindicatos acossados polo neoliberalismo. A velha esquerda começou a desmontar-se, ao igual que os símbolos da RDA, numha década, a dos 90, na que recém saídos do letargo, caminhamos aturdidos e desorientados. Mas resistimos. E reagimos.
Os entulhos do Muro nom forom abondo para tapar os berros dos deserdados e dos inconformistas. Os berros contra a LOU, os berros do Nunca Máis e os berros contra a guerra do Iraque que nos fizerom acordar nas rúas de Compostela. Porque umha vez espertos, comprovamos que os velhos problemas seguem aí, e amais aparecerom outros novos. A queda do Muro nom troujo as verdes pradeiras que prometera Helmut Kohl, senom a consciência do problema ambiental, da crise alimentar e da suicida fugida capitalista cara adiante.
Aqui, longe da euforia bem-pensante que festeja em Berlim a queda do Muro, olhamos cara o passado cumha mirada crítica e sem saudades do que pudo ter sido mas nom foi. mentras erguemos, aos poucos, umha alternativa ao actual sistema, injusto e sem futuro. Estamos aqui para acabar com el e com todos os muros que ergue, no Río Bravo, em Melilha ou em Cisjordânia. Muros dos que nenhum quer lembrar-se nestes dias.
Talvez, quando sejamos quem de derruba-los, o mundo comece a ser um pouco melhor. Pode ser que haja que aguarda até que um maior número de pessoas sejam conscientes dos problemas do nosso mundo e da sua necessária e urgente soluçom. Mas nós, como pequenos despertadores, petamos nas suas portas e consciências desde as organizaçons políticas, culturais e desportivas para que acordem e vejam a realidade, tal e como nós fizemos há 20 anos em Berlim.
Certo é que coa URSS cairom outras muitas estruturas, como os velhos partidos comunistas e lastrou a margem de manobra duns sindicatos acossados polo neoliberalismo. A velha esquerda começou a desmontar-se, ao igual que os símbolos da RDA, numha década, a dos 90, na que recém saídos do letargo, caminhamos aturdidos e desorientados. Mas resistimos. E reagimos.
Os entulhos do Muro nom forom abondo para tapar os berros dos deserdados e dos inconformistas. Os berros contra a LOU, os berros do Nunca Máis e os berros contra a guerra do Iraque que nos fizerom acordar nas rúas de Compostela. Porque umha vez espertos, comprovamos que os velhos problemas seguem aí, e amais aparecerom outros novos. A queda do Muro nom troujo as verdes pradeiras que prometera Helmut Kohl, senom a consciência do problema ambiental, da crise alimentar e da suicida fugida capitalista cara adiante.
Aqui, longe da euforia bem-pensante que festeja em Berlim a queda do Muro, olhamos cara o passado cumha mirada crítica e sem saudades do que pudo ter sido mas nom foi. mentras erguemos, aos poucos, umha alternativa ao actual sistema, injusto e sem futuro. Estamos aqui para acabar com el e com todos os muros que ergue, no Río Bravo, em Melilha ou em Cisjordânia. Muros dos que nenhum quer lembrar-se nestes dias.
Talvez, quando sejamos quem de derruba-los, o mundo comece a ser um pouco melhor. Pode ser que haja que aguarda até que um maior número de pessoas sejam conscientes dos problemas do nosso mundo e da sua necessária e urgente soluçom. Mas nós, como pequenos despertadores, petamos nas suas portas e consciências desde as organizaçons políticas, culturais e desportivas para que acordem e vejam a realidade, tal e como nós fizemos há 20 anos em Berlim.

