segunda-feira, 19 de abril de 2010

A USC está podrida












De Triste Universidade






Para os que toda a nossa vida girou arredor da Universidade, umhas eleiçons como as do vindouro mês podem ser até dolorosas. A USC está podrida por dentro. Que nom nos enganem as fachadas limpas das faculdades.

A Universidade revela-se como umha instituiçom governada por camarilhas de professores mais preocupados em repartir os fundos para investigaçom baixo umha retórica vazia que em ser capazes de saca-la do seu estado e conseguir que afronte o futuro como garantias e servindo ao país. Um exemplo: A USC carece de estatutos actualizados -a norma básica da Universidade- porque Senén Barro non puido fazer umha reforma á sua medida (e á dos seus amigos). Precisamente os que louvam o maio do 68 sequestram a Universidade para o seu interesse privado, inutilizando os órgaos representativos da limitada democracia universitária com acordos baixo a mesa.

Neste panorama, qualquer dos sete candidatos som mais do mesmo, além de algum que outro matiz ideológico, pois todos cantam a mesma cançom com diferentes sotaques. Para alguns também supom umha pequena frustraçom que os sectores mais críticos da USC, agrupados arredor de Fírgoa, nom deram o passo adiante e plantaram cara á situaçom. Entendo que nom gostem de jogar nesse terreno, mas ás vezes nom chega com exercer de "Pepito Grillo".

Moitos ficamos sem alternativa á reitoria nestas eleiçons. Queda o recurso de nom votar, como a maioria do estudantado, ou votar em branco, como forma se quadra pouco útil mas um chischo mais visível que a abstençom, de rejeitar aos sete reitoráveis. Alguns seguimos a crer que umha alternativa desde o nacionalismo, realmente transformadora e plural é possível, mas volve estar ausente. E se 2014 é demasiado tarde?

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Pequenos avanços

Pouco a pouco as cousas cambiam. Segue a ser difícil de assumir para alguns, mas recentemente houve três passos adiante. Em Portugal rematou, polo menos oficialmente, a discriminaçom aos homossexuais á hora de dor sangue, e o Tribunal Constitucional declarou legal o matrimonio entre pessoas do mesmo sexo.

No outro extremo da Europa, morreu Lech Kaczynki, um homem que proibiu a marcha do Dia do Orgulho quando presidia a Câmara de Varsóvia e intentou investigar se Tinky Winky, um "Teletubbie", era gay. Nom me alegro da sua morte, mas si da desapariçom dum obstáculo para a igualdade.

A ver se seguimos assim.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Alecrim

De Um país cheio de vida

Volve a primavera, e com ela o alecrim a pintar de amarelo os montes do país. Talvez o caminho dos que queremos cambiar este mundo seja semelhante a esta flor: nasce dumha planta cheia de espinhas e ferinte, como como todas as luitas (pola língua, pola pátria, pola terra, pola Universidade). Mas o resultado nom pode ser outro que um estourido de vida na busca da luz do sol. Para moitos ainda fica um longo caminho de espinhas, mas aqui seguimos, de muitas formas e por múltiplas sendas. Tantas como alecrins tingem ouro os nossos montes.

Para os companheiros dos CAF de Lugo, organizaçom da que o alecrim foi o seu primeiro logótipo.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

20 anos sem Carvalho Calero

Ás vezes semelha que desterradas as feiras e romarias das nossas vidas, necessitamos suprir a sua falta com outras festas rituais: os centenários. Nesta ocasiom, a do nascimento de Ricardo Carvalho Calero (e o vigésimo aniversário da sua morte).

Este homem de baixa estatura e gesto grave é um dos pais do reintegracionismo, um discípulo díscolo de Ramom Pinheiro, que sofreu na trincheira a Guerra Civil, e logo na barricada filológica a disputa pola normativa que devemos seguir para escrever a nossa língua.

Unha homem de claros e escuros, como muitos outros que marcaram a nossa cultura, mais ao que homenageamos como um dos criadores dos alicerces dum movimento do que hoje muitos formamos parte e graças ao que olhamos com ilusom o futuro da língua. Cada quem fai como pode, eu com o que sei fazer, entrevistas: