domingo, 23 de março de 2008

Ao encontro do velho mestre

Contactar com el foi relativamente singelo (aparte de um professor universitário borracho nom houvo obstáculos). Amável e cordial, combinar com el foi mais difícil, el tinha que organizar a sua Semana Santa e eu a minha. Mas a força de insistir atopamos um dia no que os dous nom tivéssemos problemas.

Som consciente do muito que vai falar dom Alonso, mas isso nom importa. A posibilidade de entrevistar á testemunha viva de quase oitenta anos de história da Galiza (inda que el diga Galicia), da repressom franquista (o desterro a Córdoba) e do fracasso da URSS. Mas iso non lhe impede ser a chama viva da utopia comunista no nosso país. Nervos? Pode ser. Nom é um home que conceda muitas entrevistas, amais de ter umha idade avançada. É a primeira entrevista séria e com alguém de importáncia.

A excusa é um trabalho de classe, mas a simples conversa com dom Alonso Montero (omito o nome para evitar problemas normativos) compensa todos os esforços. A viagem no trem descorre lenta e tranquilamente, acompanhada por leituras sobre o socialismo no s.XXI.

A viagem, desde Compostela até a cidade de Vigo, amosa o dinamismo de certas zonas do Eixo Atlántico (a Galiza interior nom é igual). A chaira do Val de Amaía, o caos urbanístico de Vila Garcia de Arouça, as vides do Salnês, a imagem da ponte de Rande na Ria de Vigo ou o lazareto da ilha de Sam Simom, convertido em cárcere e cemitério polos golpistas do 36.

Vigo amosa-se caótica e empinada. Umha cidade na que os operários ainda amossam a sua força como en tempos passados nom podia ser perfecta. Piar do PCE(r) e dos GRAPO na Galiza, junto com Ferrol, acolhe no seu seio a um velho mestre que conta, quiçais sem sabe-lo, um novo aluno.


Montouto (Teio)

21 de Março de 2008

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