O independentismo galego nom é um fenômeno novo no nosso País. Já desde 1921 Fuco Gómez liderava as primeiras experiências, como nom podia ser doutro jeito, na emigraçom.
Se bem vamos caminho dos cem anos, quanto tempo tardamos em juntar cem independentistas? Falar de independentismo galego é falar dum movimento marginal, quando nom simplesmente testemunhal. Se o nacionalismo no seu conjunto tivo muitos problemas para assentar-se como umha realidade no seio da sociedade galega, as dum movimento que em muitos casos semelha buscar essa marginalidade som ainda maiores.
Somos poucos, é certo. Pero temos direito a defender a nossa visom em todos os foros, e a ser reconhecidos e respeitados como umha parte mais do nacionalismo galego.
Possivelmente tenha raçom Foz quando di que onde hai mais independentistas é no BNG. Mas provavelmente seja o lugar onde temos mais problemas. Se desde sempre o partido hegemônico, a UPG, tem-se amossado ferreamente antiindependentista, agora há que somar essa massa de cargos institucionais, enchufados e podremia pós-maoísta desfasada que é o quintanismo. Para que falar de independência se podemos falar de cargos de libre designaçom?
Porém, o independentismo tem muito que achegar á Fronte Patriótica. Se o BNG quer actuar como “casa comum” do nacionalismo e non como chalé particular de altos cargos debe aprender a escoitar a nossa voz, conscientes, isso si, que somos umha minoria.
Só quando o BNG seja a organizaçom plural que foi, volverá a ser a ferramenta que precisa este país para a sua libertaçom nacional.

