segunda-feira, 22 de março de 2010

É tam difícil de assumir?


Seguimos a voltas com o de sempre. "Ocidente", faro do mundo, segue sem ser quem de assumir com naturalidade certas questons, que umha moral cristã e hipócrita converteu em anátemas. Neste vídeo, o deputado do Bloco de Esquerda José Soeiro denuncia o sectarismo do governo Sócrates contra as pessoas homossexuais, como o casamento -que o presidente da República, Cavaco da Silva, enviou ao Tribunal Constitucional, por que tem dúvidas da sua "constitucionalidade"- ou a prohibiçom de doar sangue.
Contravir essa moral, cujos grandes defensores caem pola suas próprias contradiçons, como os abusos no seio da Igreja Católica ou a recente saída do armário do senador homófobo Ray Ashburn, sempre supom converter-se em alvo de todas as críticas -a jeito de masons modernos-, chegando incluso a fazer-nos culpáveis da matança de Srebrenica em 1995. Mas pensemos um momento. É racional ligar as duas cousas? Sobre que base?
Por em questom a estrutura e modelos patriarcais nom é facilmente digerível para um modelo social assentado desde há milénios, mas o "progresso" semelha nom chegar a todas ás "mentes pensantes" desta parte do mundo. Mas o sistema também reacciona com outra das suas melhores armas: a assimilaçom. Como? Assumido como estereotipo da homossexualidade aquel que recolhe os rasgos tradicionalmente associados ao sexo contrário. Deste jeito, umha escolha individual transforma-se em marca de identidade e estigmatizaçom social na que na que muitos e muitos e muitas nom podemos ver-nos reflectidos, pero que cria umha imagem mais doada de enquadrar no marco patriarcal.
Como dizia Soeiro, nom há dignidade sem igualdade, mas o caminho a percorrer é longo e duro. Quem se anima a percorre-lo?

segunda-feira, 8 de março de 2010

8 de março






De Paredes com mesagem





"As mulleres galegas son un exemplo de compromiso coa produción no país, tanto no sector primario, desde o neolítico, como na industria, desde comezos do XX. Sen o esforzo das mulleres esta terra estaría acabada".
María Xosé Queizán,
Antinatura (2008).*

*Respeito a ortografia original da autora.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Ao pé de Gelmírez 15












De Recunchos de Compostela
Poucas personagens há tam polémicas na cultura galega como aquel homem que olhava Compostela e o país desde a galeria do número da rua de Gelmírez. Ramom Pinheiro. Como todos os anos, umha vez passado o 17 de maio decresce o interesse polo autor (quase nunca autoras) até volver ao esqueço do que muitas vezes os resgata a Real Academia Galega. Mas poucos anos houbo tanta polémica arredor do protagonista do Dia das Letras. Esta personagem, fundamental gostemos ou nom del e da sua obra, recibiu numerosos ataques e louvanças com os batidos argumentos das últimas décadas, mas quem é Pinheiro para os que começamos a fazer uso da raçom passados mais de dez anos desde a sua morta e fica já mui longe?
Desde a vantagem que dá a possibilidade de achegar-se a umha pessoa deste tipo sem sentimentos sectários de nenhum signo herdados do passado, alguns nom podemos deixar de ver em Pinheiro a pessoa que determinou as formas do nacionalismo actual. Sei que é umha afirmaçom arriscada, mas forom precisamente os moços educados no magistério de Pinheiro e do "grupo Galaxia" os que nos 60 rebelarom-se contra eles e constituirom a UPG, berce de muitas organizaçons do nacionalismo passadas e presentes e conduzirom ao PSG (ou a umha parte del) por vieiros diferentes aos marcados polo líder de Galaxia. Devemos-lhe a Pinheiro e aos seus formar a essa gente nova que hoje, muitos deles já maiores, som o nosso referente e modelos nos que mirar-nos.
Apesar de sermos críticos com a sua obra e actuaçons, cumpre reconhecer que sem Pinheiro o nacionalismo teria seguido umha evoluçom mui diferente e, talvez, nós nom estaríamos aqui. Mas isso entre adentro da inventiva e a especulaçom. Somos o resultado das decisom tomadas por um homem que cria fazer o correcto num momento de dificuldade, ainda que o tempo demonstrara que errou.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

As pingueiras da USC



De Triste Universidade

Campus Vida, mençons de excelência, qualidade... Disso falam as candidatas e candidatos a ocupar Sam Jerónimo os vindouros quatro anos. Mas há certos temas que semelhem ficar fora da sua agenda. Será possível ver em algum dos programas eleitorais umha soluçom para as pingueiras e carências da Faculdade de Económicas, os problemas com a água quente do Colégio Maior Sam Clemente ou a reabertura do Rodrigues Cadarso? Parece pouco provável.
Se quadra estam mais preocupados como repartir a torta das vicerreitorias ou em como pagar os favores de aqueles que votaram. Talvez tenham a mente ocupada em como seguir a especular como os terrenos do Campus Sul e expulsar aos habitantes do Banco do Pobre das suas casas. Esta é a famosa qualidade? EM que estam a pesar, candidatos e candidatas?
Alguém tem unha alternativa viável?