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| De Recunchos de Compostela |
Poucas personagens há tam polémicas na cultura galega como aquel homem que olhava Compostela e o país desde a galeria do número da rua de Gelmírez. Ramom Pinheiro. Como todos os anos, umha vez passado o 17 de maio decresce o interesse polo autor (quase nunca autoras) até volver ao esqueço do que muitas vezes os resgata a Real Academia Galega. Mas poucos anos houbo tanta polémica arredor do protagonista do Dia das Letras. Esta personagem, fundamental gostemos ou nom del e da sua obra, recibiu numerosos ataques e louvanças com os batidos argumentos das últimas décadas, mas quem é Pinheiro para os que começamos a fazer uso da raçom passados mais de dez anos desde a sua morta e fica já mui longe?
Desde a vantagem que dá a possibilidade de achegar-se a umha pessoa deste tipo sem sentimentos sectários de nenhum signo herdados do passado, alguns nom podemos deixar de ver em Pinheiro a pessoa que determinou as formas do nacionalismo actual. Sei que é umha afirmaçom arriscada, mas forom precisamente os moços educados no magistério de Pinheiro e do "grupo Galaxia" os que nos 60 rebelarom-se contra eles e constituirom a UPG, berce de muitas organizaçons do nacionalismo passadas e presentes e conduzirom ao PSG (ou a umha parte del) por vieiros diferentes aos marcados polo líder de Galaxia. Devemos-lhe a Pinheiro e aos seus formar a essa gente nova que hoje, muitos deles já maiores, som o nosso referente e modelos nos que mirar-nos.
Apesar de sermos críticos com a sua obra e actuaçons, cumpre reconhecer que sem Pinheiro o nacionalismo teria seguido umha evoluçom mui diferente e, talvez, nós nom estaríamos aqui. Mas isso entre adentro da inventiva e a especulaçom. Somos o resultado das decisom tomadas por um homem que cria fazer o correcto num momento de dificuldade, ainda que o tempo demonstrara que errou.
Apesar de sermos críticos com a sua obra e actuaçons, cumpre reconhecer que sem Pinheiro o nacionalismo teria seguido umha evoluçom mui diferente e, talvez, nós nom estaríamos aqui. Mas isso entre adentro da inventiva e a especulaçom. Somos o resultado das decisom tomadas por um homem que cria fazer o correcto num momento de dificuldade, ainda que o tempo demonstrara que errou.




