segunda-feira, 1 de março de 2010

Ao pé de Gelmírez 15












De Recunchos de Compostela
Poucas personagens há tam polémicas na cultura galega como aquel homem que olhava Compostela e o país desde a galeria do número da rua de Gelmírez. Ramom Pinheiro. Como todos os anos, umha vez passado o 17 de maio decresce o interesse polo autor (quase nunca autoras) até volver ao esqueço do que muitas vezes os resgata a Real Academia Galega. Mas poucos anos houbo tanta polémica arredor do protagonista do Dia das Letras. Esta personagem, fundamental gostemos ou nom del e da sua obra, recibiu numerosos ataques e louvanças com os batidos argumentos das últimas décadas, mas quem é Pinheiro para os que começamos a fazer uso da raçom passados mais de dez anos desde a sua morta e fica já mui longe?
Desde a vantagem que dá a possibilidade de achegar-se a umha pessoa deste tipo sem sentimentos sectários de nenhum signo herdados do passado, alguns nom podemos deixar de ver em Pinheiro a pessoa que determinou as formas do nacionalismo actual. Sei que é umha afirmaçom arriscada, mas forom precisamente os moços educados no magistério de Pinheiro e do "grupo Galaxia" os que nos 60 rebelarom-se contra eles e constituirom a UPG, berce de muitas organizaçons do nacionalismo passadas e presentes e conduzirom ao PSG (ou a umha parte del) por vieiros diferentes aos marcados polo líder de Galaxia. Devemos-lhe a Pinheiro e aos seus formar a essa gente nova que hoje, muitos deles já maiores, som o nosso referente e modelos nos que mirar-nos.
Apesar de sermos críticos com a sua obra e actuaçons, cumpre reconhecer que sem Pinheiro o nacionalismo teria seguido umha evoluçom mui diferente e, talvez, nós nom estaríamos aqui. Mas isso entre adentro da inventiva e a especulaçom. Somos o resultado das decisom tomadas por um homem que cria fazer o correcto num momento de dificuldade, ainda que o tempo demonstrara que errou.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

As pingueiras da USC



De Triste Universidade

Campus Vida, mençons de excelência, qualidade... Disso falam as candidatas e candidatos a ocupar Sam Jerónimo os vindouros quatro anos. Mas há certos temas que semelhem ficar fora da sua agenda. Será possível ver em algum dos programas eleitorais umha soluçom para as pingueiras e carências da Faculdade de Económicas, os problemas com a água quente do Colégio Maior Sam Clemente ou a reabertura do Rodrigues Cadarso? Parece pouco provável.
Se quadra estam mais preocupados como repartir a torta das vicerreitorias ou em como pagar os favores de aqueles que votaram. Talvez tenham a mente ocupada em como seguir a especular como os terrenos do Campus Sul e expulsar aos habitantes do Banco do Pobre das suas casas. Esta é a famosa qualidade? EM que estam a pesar, candidatos e candidatas?
Alguém tem unha alternativa viável?

domingo, 22 de novembro de 2009

Quando acordamos em Berlim

Há agora 20 anos, o estrondo da queda dos blocos de cimento despertou-nos ao mundo. Era o ruído do derrubamento do Muro de Berlim e do espelhismo dumha URSS em ruínas. Muitos dos que agora luitamos por um outro mundo formamos parte dessa primeira geraçom que nasceu num mundo unipolar e sem alternativas visíveis. A queda do Muro nom foi a fim de nada, senom o inicio dumha outra etapa no caminho cara o socialismo, o nosso particular ponto de partida.

Certo é que coa URSS cairom outras muitas estruturas, como os velhos partidos comunistas e lastrou a margem de manobra duns sindicatos acossados polo neoliberalismo. A velha esquerda começou a desmontar-se, ao igual que os símbolos da RDA, numha década, a dos 90, na que recém saídos do letargo, caminhamos aturdidos e desorientados. Mas resistimos. E reagimos.

Os entulhos do Muro nom forom abondo para tapar os berros dos deserdados e dos inconformistas. Os berros contra a LOU, os berros do Nunca Máis e os berros contra a guerra do Iraque que nos fizerom acordar nas rúas de Compostela. Porque umha vez espertos, comprovamos que os velhos problemas seguem aí, e amais aparecerom outros novos. A queda do Muro nom troujo as verdes pradeiras que prometera Helmut Kohl, senom a consciência do problema ambiental, da crise alimentar e da suicida fugida capitalista cara adiante.

Aqui, longe da euforia bem-pensante que festeja em Berlim a queda do Muro, olhamos cara o passado cumha mirada crítica e sem saudades do que pudo ter sido mas nom foi. mentras erguemos, aos poucos, umha alternativa ao actual sistema, injusto e sem futuro. Estamos aqui para acabar com el e com todos os muros que ergue, no Río Bravo, em Melilha ou em Cisjordânia. Muros dos que nenhum quer lembrar-se nestes dias.

Talvez, quando sejamos quem de derruba-los, o mundo comece a ser um pouco melhor. Pode ser que haja que aguarda até que um maior número de pessoas sejam conscientes dos problemas do nosso mundo e da sua necessária e urgente soluçom. Mas nós, como pequenos despertadores, petamos nas suas portas e consciências desde as organizaçons políticas, culturais e desportivas para que acordem e vejam a realidade, tal e como nós fizemos há 20 anos em Berlim.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Ricominciamo!!!

Baixo este lema o Partito Comunista Rifondazione começou umha etapa de reflexom após perder a sua presentaçom parlamentar. Foi um golpe mui duro para um dos movimentos comunistas mais importantes de toda Europa, num momento no que a esquerda italiana tendia cara a unidade coa experiência da Sinistra l'Arcobaleno (Esquerda do Arco da Velha). Mas @s camaradas italianos nom se rendem. Após a queda levantam-se umha vez mais e começam a caminhar de novo cara um abrente de bandeira ao vento, como dizia Celso Emilio.

Na Galiza sofremos o golpe da nova baixada do BNG nas autonómicas do 1 de Março. E dias depois a marcha dum grupo de companheiros do Movimento pola Base. Já que eles quedam coas siglas, nós ficamos com a ilusom de seguir a trabalhar no BNG por essa Galiza liberada e soberana que buscamos nos vieiros do país.

Que fazer? Continuar adiante. Recomeçamos. Somos o Movemento Galego ao Socialismo. Aqui encetamos a viagem. Destino? A independência e o socialismo.

Fotografia: GzNación. Rafa Villar, Noa Presas e Fidel Diéguez após a rolda de impresa.